Programa UniversIDADE é apresentado à comunidade


 


[01/10/2014] A Unicamp lançou o programa UniversIDADE, voltado à população a partir dos 50 anos, e que deve começar a oferecer diversas atividades como oficinas, práticas esportivas e cursos, a partir do ano que vem. O programa foi lançado especialmente nesta quarta-feira (1), quando é comemorado o Dia Internacional do Idoso, e durante o “I Seminário da Unicamp sobre Longevidade e Qualidade de Vida 2014”. O seminário que integra os Fóruns Permanentes e que ocorre no Centro de Convenções, reúne debatedores em torno do tema.

Na mesa de abertura membros da reitoria e da Prefeitura de Campinas discorreram com bom-humor sobre a chegada da chamada terceira, ou “melhor” idade. O pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários, João Frederico da Costa Azevedo Meyer, disse que o que importa é “envelhecer fazendo o que dá pra fazer”, e que o programa UniversIDADE devolverá o prazer de desenvolver atividades a muitos idosos. Já o pró-reitor de Graduação, Luís Alberto Magna, afirmou ter “descoberto” que estará na categoria idoso dentro de dez dias, quando fará aniversário e que conclui de antemão que “aos 60 devo me sentir como se tivesse 59”.

O secretário municipal de Saúde de Campinas, Cármino Antonio de Souza, revelou já estar a muitos anos em qualquer das categorias citadas, enquanto o professor Álvaro Crosta, coordenador geral da Unicamp brincou que, com o programa, “estamos atuando em causa própria”.

Para o reitor José Tadeu Jorge o bom-humor é um dos melhores antídotos contra os problemas do envelhecimento e o astral elevado é o que deve marcar o programa UniversIDADE. Na sala ao lado do Centro de Convenções foi realizado simultaneamente nesta quarta-feira outro fórum permanente, sobre a educação infantil. “Estamos abordando duas pontas. Começamos com a educação infantil passando pelo ensino fundamental, médio, profissionalizante e superior, e aprendemos constantemente até o fim, este seria o lema do programa o de ‘aprender sempre’”.

Além de aprender, ensinar. O reitor destacou que a transmissão do conhecimento será outra característica do UniversIDADE. Lembrou que o programa estava previsto em seu programa de gestão e que a ideia de considerar a participação de pessoas já acima dos 50 anos “visa a preparação para uma situação de alteração de sua rotina de vida, já que muitos enfrentam problemas porque não se prepararam para a chegada da idade”. De acordo com o reitor, o programa se dará em quatro módulos, ou áreas de atividade: arte e cultura, esporte e lazer, saúde física e mental, sociocultural e geração de renda. A proposta da reitoria é envolver as entidades como Adunicamp e sindicatos, além do público externo à comunidade acadêmica.
A previsão inclusive é que sejam criados mecanismos para que idosos frequentem disciplinas regulares de graduação e pós-graduação.

Outra questão salientada por Tadeu Jorge é a parceria com a Prefeitura de Campinas. “Queremos disponibilizar ações junto à Prefeitura. Depois de um longo período a Unicamp hoje tem um convênio firmado com a administração municipal”. O secretário Cármino de Souza aproveitou a fala na mesa de abertura do evento, para apresentar dados sobre mortalidade em Campinas que mostram a ampliação da expectativa de vida na cidade para 70 anos em média, desde o início dos anos 2000. Segundo Souza há 14 anos, quinze por cento das pessoas que morriam na cidade tinham entre 80 e 90 anos. Hoje já são vinte e cinco por cento, um aumento de dez por cento em relação a 2000.

“O intuito do programa é não só atender nossos docentes e funcionários, mas também trazer o público de Campinas para dentro da universidade. É possível fazer várias parcerias com a administração municipal e até com empresas privadas no intuito de facilitar esta mobilidade do idoso”, esclareceu Alice Helena De Danielli, conhecida por Leninha, coordenadora do evento desta quarta. Os aposentados da Unicamp muitas vezes se sentem esquecidos, disse a coordenadora, portanto “resgatar a experiência dessas pessoas para que elas a retransmitam para outros como docentes ou como alunos, pode fazer toda diferença para que continuem contribuindo com a universidade mas de outra forma, em atividades sem a obrigatoriedade do dia-a-dia”.

Fonte: Portal Unicamp - Link original da matéria


 
 
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